Como
descrever o show de Chico Buarque? Ainda me faço essa pergunta. Quando o espetáculo
chegou ao fim, comecei a pensar em palavras para descrever, mas elas me
escaparam. Quando ele subiu ao palco, foi puro êxtase. Impossível transcrever a
minha emoção. Eu só fui capaz de sorrir, aplaudir e chorar. Só a presença dele
era suficiente. Mesmo que ele não proferisse uma só letra, eu estaria
realizada. Mas ele cantou (e encantou)! As primeiras palavras que saíram de sua
boca, foram ao encontro direto do meu coração, e a alma ficou repleta de uma
beleza radiante de sensações! Ao ouvir clássicos como “Todo o Sentimento” e “Futuro
Amantes”, tornei-me toda coração. Tive a sensação de que ele, enquanto cantava,
olhava no fundo dos meus olhos, mesmo que eu estivesse á metros de distância de
sua pessoa. Ao ouvir “Sou Eu” e “A
Violeira”, dancei, mesmo que somente com a alma. Ao ouvir “Desalento” e “Bastidores”,
as lágrimas rolaram, sem freio. Ao vê-lo tão doce, tão simples e tão acanhando ao
esquecer um pedaço da letra em “Se Eu Soubesse”, me apaixonei ainda mais por
Chico. Me perguntava se era possível se apaixonar cada vez mais por uma pessoa,
e ele me trouxe a resposta: Sim! Ao admirá-lo cantando “Geni e o Zepelim”,
surgiu frente aos meus olhos, Chico ainda novo. Aquele que ali estava, de
cabelos grisalhos, com roupa preta e que trazia no rosto as marcas da passagem
do tempo, foi “substituído” por um de cabelos ainda castanhos, partido de lado,
com uma blusa branca, e um rosto mais jovem. Entretanto, duas coisas
permaneciam intactas: o talento e o belo par de olhos azuis, que me fizeram
entender verdadeiramente o termo “eterno prisioneiro do tempo”. Cantei a noite
inteira, sem restrições, como se ali só estivessem Chico e eu. Ao vê-lo se
despedir, só tive a ação de ficar em pé e aplaudi-lo. Nada de tristeza, pois,
como ele tinha acabado de cantar, todo artista tinha que partir. Ele cantava,
emocionava, deixava um pedaço seu em cada palco, mas, ao final da noite, o
corpo tinha que ir embora. Entretanto, verdadeiramente, Chico jamais diria
adeus, porque ele não é matéria, não é som, não é letra, Chico é emoção, é paixão. Não há como descrevê-lo, podemos somente guardá-lo na alma e no coração, pois esses
são os únicos lugares que o cabem. Chico é rei! E nada mais me resta a dizer..
Grande Francisco! ♥
domingo, 27 de maio de 2012
Postado por
Sara Kellyne.
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3 comentários:
muito bom seu texto! foi uma emoçào sem palavras o show de ontem.
Parou de escrever, moça? Escreve tão bem...
Obrigada V.B Mello! Parei um pouco... correria de pré-vestibulando + alguns acontecimentos tristes bagunçaram um pouco as coisas aqui dentro... espero logo logo estar de volta!
Obrigada mais uma vez pelo comentário! Beijos
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